quinta-feira, 2 de junho de 2011

Variantes Linguistica

 

Na origem de toda a atividade comunicativa do ser humano está alinguagem, que é a capacidade de se comunicar por meio de uma língua.Língua é um sistema de signos convencionais usados pelos membros de uma mesma comunidade. Em outras palavras: um grupo social convenciona e utiliza um conjunto organizado de elementos representativos. (...)
Individualmente, cada pessoa pode utilizar a língua de seu grupo social de uma maneira particular, personalizada, desenvolvendo assim a fala. Por mais original e criativa que seja, no entanto, sua fala deve estar contida no conjunto mais amplo que é a língua portuguesa; caso contrio, você estará deixando de empregar a nossa língua e não será mais compreendido pêlos membros da nossa comunidade.
Estudar a língua portuguesa é tornar-se apto a utilizá-la com eficiência na produção einterpretação dos textos com que se organiza nossa vida social. Por meio desse estudo, amplia-se oexercício de nossa sociabilidade— e, conseqüentemente, de nossa cidadania, que passa a ser mais cida. Ampliam-se também as possibilidades de fruição dos textos, seja pelo simples prazer de saberproduzi-los de forma bem feita, seja pela leitura mais sensível e inteligente dos textos literários.Conhecer bem a língua em que se vive e pensa é investir no ser humano que você é.
INFANTE, Ulisses, Do Texto ao Texto: curso prático de redação e leitura – São Paulo : Scipione, 1998, p.28,29
 
 
Regionalismo no brasil
 
 
        O fato é que os dialetos existem em enorme quantidade em nosso país, e não estou falando de sotaques. Não precisamos sequer ir muito longe para perceber que, em diferentes cidades, às vezes muito próximas de nós, há palavras diferentes para designar coisas diferentes. Embora a língua falada pela grande maioria da população seja o português, esse português apresenta um alto grau de diversidade e de variabilidade, não só por causa da grande extensão territorial do país, que gera as diferenças regionais, bastante conhecidas e também vítimas, algumas delas, de muito preconceito, mas principalmente por causa da trágica injustiça social que faz do Brasil o segundo país com a pior distribuição de renda en todo o mundo. São essas graves diferenças de status social que explicam a existência, em nosso país, de um verdadeiro abismo lingüístico entre os falantes das variedades não-padrão do português brasileiro que são a maioria da nossa população e os falantes da (suposta) variedade culta, em geral mal definida, que é a língua ensinada na escola.